Nós, mulheres, em todas as nossas versões
- Ana Antunes

- 21 de mar.
- 2 min de leitura
Há momentos na vida em que a mudança acontece sem aviso. Não chega devagar, nem pede espaço. Simplesmente instala-se… e transforma tudo.
Foi assim comigo.
Nos últimos tempos, vivi uma das maiores transformações da minha vida. A maternidade trouxe um amor imenso, mas também uma intensidade que eu não estava preparada para sentir. Trouxe entrega, cansaço, dúvidas… e uma necessidade muito profunda de me reencontrar.
Durante algum tempo, senti que me tinha perdido. Que a mulher que eu conhecia já não estava ali da mesma forma.
Hoje percebo que não me perdi. Transformei-me.
E, mais do que isso, multipliquei-me.
Comecei a perceber que não sou apenas uma versão de mim. Nunca fui. Sou várias, e todas elas fazem parte de quem eu sou hoje.
A mulher.
A mãe.
A esposa.
A amante.
A líder.
A empreendedora.
A que aguenta.
A que se cansa.
A que recomeça.
Nem sempre foi fácil aceitar isto. Durante muito tempo, senti que tinha de escolher. Que não podia ser tudo ao mesmo tempo. Que havia versões mais certas, mais aceitáveis, mais “equilibradas”.
Mas a verdade é outra.
Hoje estou a aprender a aceitar cada uma dessas versões. A respeitá-las. A dar-lhes espaço. A amar a mulher que existe em todas elas.
Este processo mudou-me profundamente.
E, como seria de esperar, mudou também a minha marca.
O rebranding do estúdio Ana Antunes Fotografia nasce exatamente daqui. Não é apenas uma mudança visual, de cor ou de identidade. É um reflexo real daquilo que eu me tornei e da forma como hoje vejo cada mulher que chega até mim.
A fotografia deixou de ser só imagem. Passou a ser encontro.
Quero que cada sessão seja um espaço seguro, onde possas parar, respirar e escolher a versão de ti com que te queres reconectar. Aquela que talvez tenha ficado esquecida no meio da rotina, das exigências ou das fases da vida.
Seja ela mais leve, mais forte, mais sensual, mais vulnerável ou simplesmente mais tua.
O meu trabalho hoje é esse.
Criar espaço para que te vejas. Para que te sintas. Para que te reconheças.
Se estás numa fase de mudança, de reconstrução ou de descoberta, quero que saibas que não estás sozinha. E que há beleza em tudo aquilo que estás a tornar-te.
Talvez não se trate de voltar a quem eras. Talvez se trate de finalmente abraçar todas as versões que existem em ti.
E começar, aí, um novo reencontro. É neste lugar, onde já não preciso de escolher quem sou, que me reencontro.
E é aí que te abro espaço para te encontrares também.
Este pode ser o teu momento de parar, sentir e voltar a ti.
Quando estiveres pronta, estou aqui.
Um beijinho, Ana




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